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segunda-feira, 12 de maio de 2008

MÁXIMAS DO MÁSSIMO XI

Caros mortais,

Peço perdão pela minha ausência, estava viajando e não pude escrever minhas impressões sobre a miséria e a fome humana, coisa que tão bem faço, e porque não dizer, com extremo louvor. Porém, vamos ao que realmente interessa: Uma pergunta que vai mudar o mundo.

Gabi perguntou:
Prof. Mássimo (Ethan e Felipe se quiserem também), qual a melhor piada que você conhece?


Resposta: Vocês pobres não cansam de me surpreender, sabiam? Em primeiro lugar pelo ódio que vocês nutrem por nós, os ricos, e depois pela confiança que nutrem pelos mesmos ricos, ou seja: nós. Acho que a melhor piada é essa. Vejam bem, em algum lugar do Capão Redondo moram mais de 50 mil pobres que me comovem com tamanha adoração aos meus conselhos, ditos e frituras de minha lanchonete. Já o castelo que eu comprei do nosso querido FHC, é guardado apenas pela minguada Polícia Federal, que alugou o mesmo ao Vaticano para uma dessas festinhas de fim de ano. Recuso-me agora a alugar meu castelo pra essa gente. Porém, veja a ironia do destino: qualquer pobre pode invadir meu castelo, colocar os milicos na fogueira e se apoderarem de minha fortuna pessoal, que só perde para a Rainha da Inglaterra. Aliás, a minha caríssima Rainha Elizabeth passou uma páscoa muito tétrica e conforme ela me relatou em um triste postal: “Querido Vândio, é duro para uma matriarca que sempre pensou no bem estar de seus filhos, meus varões, descobrir assim, meio que do nada, que meu próprio filho gosta de outros varões”. Chego à brilhante conclusão de que os ricos também choram, mas voltando ao meu castelo, o medo dos pobres com os ricos é tão grande que em vez de invadirem meu castelo que alugo para festas, os pobres preferem morar no Capão Redondo vomitando profecias do tipo “que uma ovelha tísica mije no teu leite.”

Quero deixar registrado que não bebo leite e que vou me candidatar a prefeito de alguma cidade este ano.


Abraços,
Professor Mássimo

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mássimo em: entrevistas mínimas IV

Experiente na arte de liberar a catraca, Sr. Passe tem a história mais incomum no mundo dos vale transportes.A grande maioria de seus bilheres foi herdada da caderneta do cobrador, que já não está no meio de nós. Após receber este ‘presente’, começou a facilitar a vida de muita gente, mantendo alguns fãs do antigo legado que o fora deixado.
Se você não o conhece, é uma ótima oportunidade para explorar novos horizontes.



Professor Mássimo – O senhor sente-se traído pelo Bilhete Único?
Sr. Passe – Prefiro não dar declarações sobre isso, mas adianto que tenho muito mais charme.



Encerramos as entrevistas genéricas do Whan, pois eu não agüento mais ter que fazer trocadilhos infames com o nome das pessoas. Mas não deixaremos de continuar a entrevistar os vários seres e objetos inanimados da sociedade.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Questões máximas do Mássimo I

Ontem um amigo meu, o Sr. Vivald Hinos, perguntou o que eu achava da pobreza de nosso país e dos terminais de ônibus. Disse a ele que quem já foi pobre e enriqueceu deve apagar a pobreza da memória por razões óbvias. Não só a pobreza como os amigos e parentes pobres que não podem ver um conhecido vencer na vida sem sugá-lo ou pedir dinheiro para comprar comida. Não foram poucas as vezes em que disse para nosso presidente (em nossos churrascos) proibir a imprensa local de escrever sobre sua história de vida operária. Isso remete ao seu passado de humilhações, unhas encravadas, Shampoo Colorama, falta de dinheiro e de McDonalds no final da noite. Pior que isso, poder fazê-lo lembrar da situação dos operários brasileiros que ainda estão empregados e tentar fazer alguma coisa por eles. Na tentativa de querer ajudar os muitos pobres para cujas legiões bandearam-se a contragosto para os representantes da classe média levemente enlouquecida pelo divórcio.

Gostaria de saber dos desocupados que me lêem: o que pensam sobre isso?

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